Falae
ae mutchatchos e mutchatchas, tudo em cima? Que saudades do
blog, amo este espaço, aqui eu que mando e posto o que eu penso... aqui é meu
espaço de criação , minha mesa de testes, amo este lugar, depois de tanto tempo
agora estou de férias, e quero aproveitar e tentar algo novo.
Bem... quando estou chateado com alguma
coisa, recorro ao meu melhor esconderijo, neste ninguém me acha, ninguém me
tira. Me escondo na minha imaginação (risos), por isso vou começar algo talvez
até que interessante aqui no blog, vou começar a contar crônicas de histórias
fictícias de um mundo diferente, estranho, mas cheio de aventura e mistério, e
quem sabe um romance. O nome da série se chama “ A oportunidade” e não tem um
roteiro, vou criar a história conforme vou escrevendo mesmo e assim entraremos
neste mundo louco.
Então vamos lá!
Crônica 1
A oportunidade
Meu nome é Jota e você acaba de entrar
em um mundo aparentemente normal, se não fosse claro por uma casa com uma
janela um tanto quanto comum, mas na verdade não. Bem... tudo começou quando eu
tinha 12 anos e eu e meus pais nos mudamos para um cidade do interior, no
começo pra mim até que foi legal pois nunca fui ter amigos mesmo, na verdade
não confio em ninguém que não seja meus pais. Nesta nova casa tudo estava belo,
o quintal era grande e eu era muito curioso, eu tinha um sonho que era ser um
grande explorador, minha mãe nunca me levou
a sério, claro né, quem levaria a sério uma criança que usa óculos e
vive se escondendo no quarto.
Nunca tive amigos de verdade, apenas
colegas nos quais nunca pude confiar mas sempre estava ali caso precisassem de
um favor, e olha... eles sempre tinham algo a pedir. Um dia meu pai ao sair com
o carro da garagem e eu lá dentro comentou que ali seria a grande oportunidade
da vida dele pois, haveria uma reunião que poderia melhorar nossa vida. O nome
do meu pai é José Carlos, homem trabalhador e que sempre nos amou, mas naquele
momento dentro daquele carro eu olhei
pela janela e como em um flash em câmera lenta eu vi nosso vizinho, um senhor
com uma roupa xadrez e um chapéu velho mas com um sorriso no rosto um tanto
quanto assustador mas adorável ao mesmo tempo, acho que ele havia colocado uma
dentadura nova, acho que nunca saberei. Mas este senhor acenou para meu pai e
meu pai acenou de volta para ele, mas havia algo de peculiar naquela casa que
ainda eu havia de descobrir mais tarde.
Minha mãe é a Sra Marta, uma mulher
forte e atenciosa ao mesmo tempo, sempre deixou muitas vezes de se alimentar
para me dar o que comer, não éramos a família mais bem vestida e eu não tinha
tantos brinquedos, na verdade não tinha nenhum, só uma bússola e uma lupa que
meu pai achava que havia perdido mas eu que tinha pegado para explorar a casa
nova.
Bom, meu pai finalmente chegou no
trabalho e teve a reunião tão esperada para mudar de vida, ele tinha que
acertar pois já havíamos mudado de casa
e não podíamos voltar a trás, mas eu era apenas uma criança e enquanto
acontecia a reunião eu estava na escola.
A ESCOLA NOVA
Pronto, primeiro dia de aula em uma
escola nova, nem adianta pensar que vai ser como nos filmes, ninguém fez nada
de mau contra mim, pelo não nos primeiros dias. Nunca fui o melhor aluno da
sala e acho que também não seria ali que seria bom em alguma coisa que não
fosse explorar, mas no primeiro dia de aula eu cheguei e fui apresentado para
sala e me sentei em minha carteira normalmente, lembro que ao meu lado havia
dois garotos a minha direita, o Angelo e o Matheus, eles eram tão grudados e
tão amigos um do outro que eles até nasceram na mesma maternidade no mesmo dia,
são uma figura, atrás de mim sentava uma garota asiática muito tímida e na
minha frente uma garota chamada Naesa, essa no primeiro dia me embrulhou o
estomago mas não sei o motivo, tive que lavar minhas mãos umas quatro vezes de
tanto suor que estava nelas, acho que era a tal da puberdade, mal sabia eu o
que me esperava no futuro. Os
professores dessa escola são legais , nenhum queria tirar vantagem de nada ou
forçar algum aluno de qualquer maneira para aprender sua matéria, bem já eram
09:50 e eu esperava ansiosamente para tocar o sinal para conhecer o pátio da
escola, queria logo explorar lugares novos onde talvez eu acha-se algum
esconderijo onde eu pudesse ficar sem ninguém me perturbar.
Logo o sinal tocou e peguei minha bússola
e minha lupa e saí disfarçadamente para ninguém perceber o que eu estava ali há
fazer , mas toda vez que eu dava um passo eu escutava seis passos
destrambelhados atrás então disfarcei e voltei para a sala, fiquei com medo de
alguém me seguindo. Finalmente chegou a grande hora de ir embora, minha mãe me
esperava do lado de fora para irmos embora. Então do nada Angelo e Matheus
vieram correndo até mim e disseram: “Até amanha , vamos tentar achar ouro que
tal? “ ...
Eu fiquei sem reação, um pouco com medo,
talvez achado um tanto estranho, eu ainda não havia falado com eles, e que
história foi aquela de procurar ouro? Mas não me preocupei tanto, queria logo
chegar em casa para ir explorar , pois a casa é nova e o quintal não foi
revirado ainda e havia muito a fazer.
Hora do Jantar
Estava eu e minha mãe arrumando a mesa
para o jantar e a esperar meu pai chegar, minha mãe estava um tanto ansiosa e
preocupada, então terminamos de colocar a mesa e sentamos e do nada papai chega
tira o casaco e pendura ele , seu olhar triste e desesperador já dizia tudo,
percebi pois minha mãe já também havia percebia e colocava as mãos na cabeça,
eu percebia cada movimento da face deles em câmera lenta, minha mãe abraçou meu
pai com os olhos cheios de lágrima de tristeza. Quando der repente...(continua)